Nunca serei um pitbull

Quem tem acompanhado minhas redes sociais, tem visto que com freqüência sou convidado para entrevistas em TV´s, rádios, blogs e portais do Brasil todo. Estou muito feliz com essa repercussão, afinal além da minha exposição como modelo e blogueiro, o principal reflexo que eu vejo é o tema entrar na pauta dos veículos e comunicação e por consequência também nas conversas das pessoas que são impactadas pelas matérias.

Esse ano em especial foram vários os momentos em que matérias sobre o homem gordo foram abordados, sob os mais diversos pontos de vista. Seja moda, saúde, auto estima, inclusão social e por aí vai. Mas se fossemos peneirar tudo isso e ficar com apenas o cerne da questão eu apostaria que estamos falando em AUTO ACEITAÇÃO. Digo isso por que depois de anos, tentando me convencer que eu não sou gordo, mas que estava meio cheinho, talvez inchado e que uma hora eu encontraria uma dieta milagrosa, era o que guiava meus objetivos.

Isso mudou. E só aconteceu por que eu me aceitei como gordo, mas não significa eu tenha aceito isso e simplesmente dei uma de Zeca Pagodinho, cantando “deixa a vida me levar…”. Não!

O que aconteceu foi que ao aceitar que sou gordo, tomei isso como base nas minhas decisões e assim fica muito mais fácil de encontrar a saúde que preciso, entendo o que me traz felicidade e consigo planejar os próximos passos. Você pode estar achando isso um pouco confuso e pode parecer mesmo, afinal é uma linha muito tênue, mas é o ponto de vista que muda.

Hoje, sabendo que sou gordo, tenho consciência de que para ostentar uma barriga tanquinho, por conta do meu biotipo que é Endomorfo, terei muito mais dificuldade do que um outro cara que é Mesomorfo. E também preciso observar como é meu metabolismo. Pronto, para conseguir baixar meu índice de gordura, basta aplicar a dieta certa, aliada a uma jornada de atividades físicas que por consequência perderei peso. Mas ai entra a tal da carga genética e essa a gente não muda.

Isso parece lógico, mas para mim não era. Se fosse fazer uma analogia com cachorros, diria que eu sou um São Bernardo, mas que me projetava num corpo de um pit bull. Por mais que eu me esforce, não serei um pit bull nunca, mas posso ser um São Bernardo bem saudável. Não é mesmo?

Também fiz um vídeo sobre esse tema. Clique aqui para assistir!

 

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